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A Cavalgada Solitária será realizada por Luis Augusto Sinisgalli em maio de 2013, atravessando a Sérra da Mantiqueira sozinho montado em uma égua Campolina de 16 anos, um muar será responsável por carregar a bagagem e a ração dos animais.

Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 09 de Novembro de 2012

Minha cavalgada literalmente já começou,
Combinei com minha Tia Cacilda que éla vai escrever um livro sobre esta
cavalgada ao seu final.
Cacilda é uma ótima escritora que por diversas razões em sua vida perdeu a
oportunidade de ser escritora profissional,mas tem um "dom" e um estilo
muito bons para escrever,é a escritora oficial de nóssa família,tenho
certeza que fará um bom trabalho escrevendo este livro,coisa que eu não
teria capacidade de fazer.Combinei com éla que será um relato fiel dos
fatos ocorridos na cavalgada ,mas que ao mesmo tempo será um romance sobre
a minha vida de cavaleiro e criador de cavalos desde os primórdios.
Pretendo que este livro mostre o profundo amor e respeito que tenho por
estes animais e tudo de bom que eles me proporcionaram na vida .
Por esta razão escolhi a égua Favorita da Fantasia para montar nesta
empreita,Favorita foi a segunda égua que adquiri no meu criatório e foi a
égua que mais alegrias me deu na vida de criador,já teve mais de 20
filhos,a maioria de categoria superior inclulindo ai a Garota do Mosteiro
nósso melhor produto.Favorita foi doadora de embriões até 2010 quando teve
uma endometrite crõnica e foi tirada do plantel de doadoras,passei então a
monta-la e éla se revelou uma ótima égua de séla,muito cômoda e com enorme
"vontade de andar"
No proximo capítulo vou relatar o porque da escolha e o método que escolhi
para o preparo físico e comportamental necessários para que Favorita e
Ramon(burro) estejam aptos a enfrentar esta cavalgada.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 27 de Novembro de 2012

A preocupação de levar dois animais nesta cavalgada é porque pretendo
cavalgar só e sem apoio de nenhum tipo de automotivo,assim pretendo
que um animal seja para minha montaria e o outro para  a carga que se
constituirá basicamente de minhas roupas,artigos de higiene pessoal e
ração para os cavalos além é claro de instrumentos para cuidados com
os animais e alguns medicamentos de urgencia para mim ou para os
animais.
Favorita é um animal que gosta de andar e não suporta nenhum animal
andando em sua frente,por isto escolhi o Burrinho Ramon para
acompanha-la pois ele anda atraz e não disputa a frente com a
égua,entretanto o Burro é um pouco preguiçoso e não sei se ele vai se
acostumar a andar no ritmo da égua.Começei então o treinamento aos
sábados montando na égua e puxando o Burro,durante a semana incumbi um
funcionário "Albertinho" de realizar estes treinos 2 vezes por semana
no inicio andando 2 hs de cada vez,pretendo intensificar estes treinos
nos próximos meses pois tenho ainda 6 meses para esta preparação.
No próximo texto vou falar um pouco sobre a tralha e roupas que
pretendo levar na viagem.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 04 de Dezembro de 2012

O burrinho tem dado trabalho nos treinamentos,não aguenta o ritmo da
égua e depois de algum tempo de treinamento começa a" estirar "o
cabresto e obriga o cavaleiro a reduzir a marcha para continuar
andando.É claro que não pósso ter este tipo de problema na
cavalgada,estou insistindo mais um pouco com o trabalho,mas se ele não
se acostumar pretendo adotar o plano B que é viajar exclusivamente com
a Favorita,neste caso devo dar outra solução para a carga e talvez uma
boa solução seja não levar ração animal e levar exclusivamente minhas
roupas e utensilhos pessoais,levando préviamente aos pousos a ração
para a égua ,neste caso terei a vantagem que pósso levar também feno
para que éla coma durante as noites.Incluir outro animal ao invés do
burro é uma ideia que está afastada pois a Favorita se comporta muito
mal em companhia de outro como já disse e pésa muito na mão.Assim ou o
burro se acostuma,ou vou só com a Favorita ou troco éla por dois
outros animais,vou tentar mais um mes e depois decidir,afinal ainda
tenho bastante tempo.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 18 de Dezembro de 2012

Porque solitária?
Todos me perguntam porque vou sózinho nesta empreita.
Em primeiro lugar porque sempre gostei de cavalgar só, é uma fórma
maravilhosa de colocar os pensamentos em órdém,ter o dia todo para
orar,agradecer a Deus por tudo de bom que recebi na vida e meditar
sobre tudo isto.
Quando se cavalga só pode-se ouvir nósso interior em sua
plenitude,além de ter uma ótima relação com o cavalo.
A relação cavalo-cavaleiro começa lógo cedo pegando o animal no
pasto,escovando-o ,tratando dele providenciando sua ração e
água,cuidando da tralha,ensilhando cuidadosamente o animal e depois
compartilhando com ele a trilha com sua belezas e eventuais
dificuldades,sentindo a vontade de andar do animal e também seu
cansaço,compartilhando tudo isto com ele estamos vivendo a plenitude
desta relação.

Muitas vezes ao cavalgar sózinho costumo apear do animal em subidas íngremes
e caminhar ao seu ládo,com isto me exercito e dou um merecido refresco
ao meu companheiro,pósso sentir o seu agradecimento.
Penso que nesta cavalgada finalménte terei tempo para refletir sobre
tudo que tem me acontecido na vida ,coisas que vamos "tocando em
frente" e que nem sempre paramos para pensar.
Outra razão para querer cavalgar só é o fato de que a muitos anos
venho organizando com a Renata minha esposa ,cavalgadas pelo Haras do
Mosteiro e nestas cavalgadas estou sempre preocupado com tudo,
incluindo ai a qualidade dos animais ,seu preparo,as trilhas,as
paradas as refeições o transporte dos animais e das pessoas,agóra
quero ter a experiencia de improvisar um pouco,parar onde quizer,comer
se quizer e sobretudo andar e dormir em lugares que eu não iria com o
grupo como as trilhas na Mata e dormir em pequenas pousadas e casas de
fazenda.Tenho certeza que será uma experiencia diferente e agradável
que pretendo compartilhar com voces através do livro que será escrito.
Vinha pensando nesta cavalgada quando ganhei de um Amigo o livro
entitulado Tchiffely's Ride escrito por um cavaleiro que foi montado
em 2 cavalos crioulos de Buenos Aires A Nova Iorque em 1925 ,levou
dois anos e meio nesta cavalgada e concluiu com os dois animais.O
livro é lindo e relata todas as dificuldades deste cavaleiro.este
livro me infuenciou muito e encorajou pois afinal as facilidades que
terei hoje são bem diferentes das que Thiffely encontrou em 1925
( a começar pelo cartão de crédito).

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Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 14 de Janeiro de 2013

Decidi que vamos somente eu e Favorita na cavalgada; esta será a
melhor opção, tendo em vista as dificuldades que já relatei com o
treinamento do muar que havia escolhido.

O preparo da Favorita está me agradando muito, ela está cada dia
mais forte e com muita vontade de andar. No último final de semana
montei-a por 3 horas seguidas e pude constatar o evidente progresso
que vem fazendo.
Favorita é um animal muito rústico,sempre viveu a campo,não se
acostuma em baia e está sempre bonita e forte, sejam quais forem as
condições climáticas e do pasto.
Hoje vou lhes contar um pedaço da estória desta égua.
Quando eu comecei a criar cavalos em 1995 eu estava fortemente
empenhado em adquirir potras de qualidade para começar a compor meu
plantel. Fui então, a um leilão em Indaiatuba SP, e procurei me
informar sobre os animais. Logo fui informado que um criador mineiro
havia enviado 2 potras de 6 meses de muita qualidade para este
leilão,ambas filhas do Guardião das Aroeiras. Fiquei atento e no
pregão adquiri uma delas que se chamava Financeira da Fantasia que me
pareceu ser a melhor. Após o leilão, fui conversar com o vendedor; eu
estava empolgado pois havia pago uma fortuna (naquela época R
3.000,00) e ele com a maior displicência me disse que minha potra era
a pior, muito fraca e que a outra (Favorita) é que seria a boa e fora
comprada por outro criador ,Paulo Maia, que hoje é um grande amigo
meu. Naquela noite não dormi, e depois vim a descobrir que as duas
potras eram muito semelhantes e na realidade o que o vendedor queria,
era me vender outros animais; esta infelizmente é uma prática comum
que alguns criadores aplicam nos que estão iniciando seus criatórios
.Paulo Maia foi muito franco e honesto comigo naquela ocasião e me
alertou para o golpe.
Mas, fiquei com a Favorita na cabeça e um ano após, comprei-a do Paulo
por R 3. 500,00. Foi talvez a melhor aplicação que fiz em toda a minha
vida.
Favorita me deu 18 filhos,são eles:
Elis,Garota,Fantasia,Herdeiro,Iluminado,Imperatriz,Joaninha,Justiça,Lince,Lua,Mago,
Merlin,Obra,Onda,Orquídea,
Pérsia,Portinari e Primavera.
Alem disto, vendi 3 óvulos dela e tem mais três filhos que não são Mosteiro.
Ha uns 8 anos vendi 50% da Favorita por R 30.000,00 valor recebido na
sua totalidade mas, o comprador parou de criar e o animal voltou a ser
integralmente meu, após eu acertar algumas contas dele com o
veterinário. Garota, sua filha mais importante, foi Campeã em diversas
Exposições, sendo muitas vezes montada pessoalmente por mim. Após
produzir muitas filhas de qualidade, foi vendida por um valor
expressivo para um criador carioca. Assim, eu não tenho dúvidas de que
Favorita foi a égua que mais me deu alegrias no criatório. Por isto,
nada mais justo do que comemorar com ela no crepúsculo de sua vida,
esta relação de tantos anos, levando-a para esta cavalgada.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 13 de Fevereiro de 2013

Favorita com problemas.
Durante o treinamento notei que Favorita começou a apresentar uma
claudicação na mão direita.Orientei que parasse o treinamento e após
uma semana o problema continuava igual; à palpação constatamos que a
dor vem da ranilha. Pedi então, ao Veterinário Thyago, que avaliasse a
lesão e desse sua opinião sobre a continuidade do treinamento para a
viagem.Thyago orientou o uso de ferraduras especiais e uma alteração
no casqueamento ( rolando mais a pinça e deixando mais alto o
talão).Evidentemente estamos tentando tudo isto,mas estou apreensivo
quanto à possibilidade deste animal não estar apto a  enfrentar a
Cavalgada.Por via das dúvidas, já colocarei outros dois animais em
treinamento a partir do próximo final de semana, pois não posso correr
o risco de ter algum problema com o animal já próximo à data da
partida.

Estou triste por pensar que ela não possa ir,mas contente
porque o problema  apareceu durante o treinamento e não durante a
viagem; afinal é justamente para isto que serve o treinamento.
Seja qual for o animal que eu escolher ele deve ser forte
,resistente,confiável, dócil ,que se deixe pegar facilmente de manhã,
pois não terei baias nas pousadas.Deve ser ainda um animal que goste
de andar sózinho e que aceite a carga dos alforges, pois como já disse
em capítulo anterior, será um só cavalo a fim de facilitar o manejo.O
tempo mínimo de treinamento é de 3 meses para o cavalo.

Tenho ainda a alternativa de levar 2 cavalos, mas
andando com um só e deixando outro a me esperar em alguma pousada no
meio do caminho.
A cavalgada ainda não tem data certa mas com certeza será em maio ou
junho pois são meses de pouca ou nenhuma chuva; julho também seria,
mas é mês de férias escolares e as pousadas não querem receber uma
única pessoa por uma noite,além do fato das estradas de terra terem
grande movimento durante a semana; portanto, isto já está certo, será
em maio ou junho dependendo do preparo dos animais.
Uma semana antes da cavalgada farei o trajeto de caminhonete para
medir as distâncias e deixar nas pousadas a ração e o feno para meu
cavalo.
Já tenho um mapa muito bom da região que adquiri numa das minhas
visitas à cidade de Gonçalves.Este mapa é muito preciso; foi
construído por um comerciante local de nome Robert Marinho e nele
constam todas as estradas asfaltadas, em terra  trilhas,rios etc.
Naturalmente farei um trajeto no qual não precise pisar no asfalto.
Minhas paradas serão em pousadas fora das cidades e o trajeto todo
feito em estrada de terra ou trilha. Para as trilhas pretendo
contratar guias locais para me acompanhar.
Já conheço toda a região por cavalgadas anteriores com grupos de
cavaleiros,exceto as trilhas por mata que pretendo conhecer.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 12 de Março de 2013

Mantiqueira
Sou um apaixonado pela Serra da Mantiqueira; trago muitas recordações
agradáveis das cavalgadas que lá fizemos ,além das boas lembranças de
férias em diversas cidades da Mantiqueira.
A Paisagem é linda, em especial nos arredores de Campos do Jordão e
São Bento do Sapucaí,o povo é hospitaleiro e a estrutura de Pousadas e
restaurantes é bem acolhedora.Nesta cavalgada não pretendo me hospedar
nas cidades ,mas nas fazendas e pousadas da Sérra.Algumas já conheço e
outras ainda pretendo visitar antes da viagem.
A proposta desta cavalgada é que seja longa,dificil, porém muito
bonita e agradável; portanto, só pretendo me hospedar em locais
seguros,agradáveis e acolhedores tanto para mim como para meus
animais.Abro mão do conforto dos bons hoteis que sei que não vou
encontrar por lá ,mas não abro mão de um acolhimento  à beira do fogão
de lenha e de uma área boa e segura com água fresca e corrente para
meus animais .Não preciso de baias, pois como já disse, os animais são
rústicos e acostumados à campo ,embora o mês de maio seja
particularmente frio nesta região.
Pretendo iniciar o trajeto por Guaratinguetá ,não sem antes dar uma
passada no Santuário de Aparecida do Norte, onde minha mãe me levou
com um ano de vida para agradeçer a cura de uma enfermidade, atribuída
a Nossa Senhora.O propósito desta visita é pedir proteção para a
cavalgada e agradecer muito a tudo que a Santa Mãe Querida tem feito
por mim e por meus pacientes através de minhas mãos, e agradecer
também pelas inúmeras graças que recebo todos os dias.
De Guará pretendo já montado rumar para as cercanias de Campos do
Jordão, onde planejo pernoitar. A sequência deve ser pernoites em São
Bento do Sapucai,Gonçalves,Monte Verde,São Francisco Xavier e
finalizar ou em Joanópolis ou em Monteiro Lobato.Estou estimando uma
duração de 6 ou 7 dias e só poderei definir isto após a visita que
farei ao local, uma semana antes, para medir os trechos, de forma a
não exaurir meus animais.
No próximo capítulo pretendo falar sobre a tralha que estou preparando.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 18 de Março de 2013

A Tralha
Tenho pensado na tralha que vou levar comigo na viagem, pois terei um sério problema de limite, não só de peso mas de espaço também, uma vez que já decidi que vou andar com apenas um animal.Já mandei confeccionar um alforge de couro grande com duas bolsas laterais de 60 por 40 cm,com um porta-capa por cima.Neste alforge pretendo levar a roupa básica que será: 3 calças,7 camisetas,roupa de baixo,um casaco impermeável que seja leve,ocupe pouco espaço, mas que me garanta conforto no frio ou no chuvisco; quanto à capa de chuva, optei por não levar, porque toma muito espaço e será substituida por saco de lixo preto de 100 l( aprendi isto com um barqueiro no Ceará: abre-se um buraco para a cabeça e para os braços).Devo levar também um colete para uso diário com 6 bolsos nos quais vão dinheiro, cartão de crédito,um canivete múltilpo uso ,óculos escuros e óculos para leitura,uma caderneta de notas,uma máquina fotográfica pequena,celular e gravador pequeno que ganhei do Gustavo( meu filho), pois pretendo narrar as impressões sobre a cavalgada para que a Cacilda transcreva em seu livro.Também levarei uma rede de tecido leve (nylon),que vai me proporcionar conforto nas paradas para descanço,um chapéu,um boné ,um par de perneiras e de botinas e um par de Havaianas.Preciso ainda de um instrumento múltiplo uso que tem martelo e machadinha e que me servirá para bater cravos (no caso de perder uma ferradura), cravos, ferraduras,um lático, uma barrigueira e um lóro de reserva, medicação de urgência para o animal e para mim, barrinhas de cereais, água para o meu consumo. Para o cavalo, vou levar um cocho inflável que permita que eu providencie sua água, pois é frequente ela não estar disponível para os animais. Outros ítens importantes são: repelente de insetos,  produtos de higiene pessoal e papel higiênico. Acho que está tudo previsto,mas o mais importante é o cartão de crédito, pois com ele posso resolver qualquer esquecimento, uma vez que vou atravessar pequenas cidades e povoados todos os dias.




Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 24 de Abril de 2013

Tudo Pronto
Nesta semana recebi o alforge que mandei confeccionar para utilizar
na viagem. Como vou precisar de bagagem para 7 dias e não encontrei no
mercado um alforge que pudesse levar tudo que preciso, encomendei de
um seleiro a confecção do mesmo; é todo feito em couro,tem duas bolsas
laterais de 60/60 cm cada,um porta capa de 50 cm e tudo afivelado.
Ficou excelente.
Favorita está trabalhando no treinamento e não manca mais,mas o
condicionamento físico ainda deixa a desejar,razão pela qual já
resolvi que vou levar também um filho dela chamado Portinari do
Mosteiro, que fará metade do trajeto. Falta agora decidir qual dos
dois sairá de Guaratinguetá e qual deles aguarda no meio do
caminho,talvez em São Francisco Xavier, para me conduzir até o final
da viagem.
A data será ao redor do dia 31 de maio para o inicio e 07 de junho
para o final em Joanópolis.
Já tenho o gravador,que ganhei do Gustavo meu filho,a máquina
fotográfica que ganhei da Renata e tudo mais que preciso.
Cacilda já começou a escrever o livro baseando-se nestas minhas
notas e por enquanto estou gostando muito de seu trabalho.
Enfim, agora estou contando o tempo para o inicio da empreita.




Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 09 de Maio de 2013

Ajustes Finais
Data marcada! Vou partir de Itú no dia 02 de junho (domingo) com
destino a Aparecida do Norte, onde visitarei a Santa e vou orar,
pedindo que ela me acompanhe nesta cavalgada, como sempre o faz em
todos momentos importantes de minha vida. Nossa Senhora está
constantemente comigo e posso sentir sua presença, por exemplo nas
minhas cirurgias. Outro dia, um paciente meu muito sensível e
agradecido pelo bom resultado que teve em sua cirurgia, veio
agradecer-me e emocionado contou-me que viu ao meu lado na sala de
cirurgia uma "entidade" do sexo feminino. Eu, sem pestanejar, disse a
ele que era Nossa Senhora, Mãe Santíssima, que frequentemente está
comigo nestas horas. Nas cavalgadas do Haras do Mosteiro temos o
costume de rezar uma Ave Maria quando já estamos montados e pedir a
ela que nos proteja. Assim será sempre em minhas cavalgadas.    Ainda
não sei com que cavalos irei. Favorita ia bem nos treinamentos mas na
semana passada apresentou "manqueira" novamente e infelizmente tem
demonstrado cansaço nos treinos mais pesados. Provavelmente farei uso
do meu plano B: dois ótimos castrados jovens. Um deles é Portinari do
Mosteiro (filho de Favorita), cavalo jovem e está com um preparo
físico excelente, mas é um pouco ansioso e não devo usá-lo nas trilhas
de mata, pois tenho receio que ele se comporte mal, nesta situação;
deverá ser minha montaria nos trechos mais íngremes e pesados, em
estradas de terra. O outro é Discípulo da Brejaúba, cavalo cômodo,
dócil e tranquilo, mas que não está físicamente tão bem preparado
quanto o portinari; poderá ser muito útil nas trilhas e picadas pela
sua mansidão e docilidade, caso a Favorita realmente não possa ir.
Enfim, acho que só poderei decidir isto, nas véperas da viagem.
Estou agora fazendo os contatos com as pousadas e guias e no próximo
final de semana, irei pessoalmente visitar alguns trechos por onde
pretendo cavalgar.    Não vejo a hora de iniciar a viagem...




Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 14 de Maio de 2013

Logística definida.
Estive na Serra este fim de semana e consegui definir todos os
detalhes. Minha esposa Renata me ajudou. Valeu! Agora está tudo
programado.
Parto de Guaratinguetá dia 03 pela manhã montando o Portinari e vou
subir a Serra em direção a Campos de Jordão; são 30 Km até a Pousada
Santa Maria da Serra, onde farei o meu primeiro pouso.
Dia 04 vou até Campos, onde encontro o guia Orlando que me acompanhará
numa trilha na mata durante cerca de 1 hora e meia, até a Fonte
Minalba, onde sigo pela estrada de terra que cruza a Fazenda Campista
até o bairro do Baú de Baixo, chegando na Pousada do Robertinho, a
qual escolhi para o pernoite; neste dia vou montado no Discípulo.
Dia 05 saio pela manhã em direção a Sapucaí Mirim, cruzo a pista de
asfalto e vou pegar uma estrada de terra de 6 Km entre sapucaí e São
Bento. Dalí, após trocar de cavalo, pois a trilha neste dia é muito
íngreme e pesada, sigo para o bairro Serrano onde terei acesso a uma
sensacional estrada de terra, que só permite o trânsito de veículos
4X4 ou a cavalo. Até Gonçalves neste dia serão 30 Km; pernoito no
Hotel Vida Verde.
Dia 06 vou até o bairro Juncal, sigo à esquerda em direção a São
Francisco Xavier e durmo numa pousada que fica a 39 Km de Gonçalves;
farei este trajeto montado no Discípulo.
Dia 07 saio pela manhã montando o Portinari e vou até São Francisco
Xavier, onde embarco os cavalos após um recomendado período de
descanso e encontro a Renata que vai me esperar ali. Depois disto
tudo, um merecido repouso.
A quilometragem total estimada é de 160 Km.
O caminhoneiro Maurício via me encontrar todas as noites para
possibilitar a troca de animais e o tranporte do que estará folgando.
Agora é só aguardar.



Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 04 de Junho de 2013

Cavalo Campolina
      Hoje vou lhes falar um pouco deste maravilhoso cavalo da raça Campolina.
      É originário de Minas Gerais, onde nasceu por volta de 1840. Conta a História, que Dom Pedro II presenteou Cassiano Campolina com uma égua
prenhe da raça Luzitana, de nome Medéia. Esta égua pariu um potro de pelagem negra, ao qual foi dado o nome de Monarca em homenagem ao rei.
Este cavalo foi usado para cobrir éguas brasileiras previamente selecionadas por Cassiano, que priorizou o tamanho das mesmas (éguas grandes) e
cômodas. Cassiano iniciou então, a criação de uma nova raça. O andamento marchado que já se delineava, recebeu grande contribuição de um cava-
lo Mangalarga Marchador, de propriedade de Bolivar de Andrade, chamado Rio Verde.  Desde então, a raça de cavalos Campolina vem se desenvol -
vendo mantendo as características básicas: porte grande, andamento marchado, cabeça trapezoidal com perfil convexilíneo abaixo da fronte, boa pro-
porcionalidade corpórea e biotipo que favorece a marcha.
     Crio o Cavalo Campolina no Haras do Mosteiro há 18 anos e desde o começo preocupei-me em criar um cavalo que chamamos de "funcional", ou
seja, um animal voltado para a função de cavalgar; assim, direcionei todos os investimentos de compra de animais, material genético e mão de obra,
para esta função.
     Hoje, posso dizer que me sinto realizado, pois os animais do Haras do Mosteiro cumprem esta espectativa.
     Dentro de quatro dias começo a minha Cavalgada Solitária, montando estes dois animais que aparecem nas fotos; são dois belos exemplares da
raça Campolina, um deles de minha criação (Portinari) e o outro (Discípulo) que eu adquiri de uma amiga criadora, Silvana Braga. No retorno, conti nuarei o relato. Até breve.





Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 04 de Junho de 2013

Comecei a Cavalgada conforme planejado ontem pela manhã.
No Sábado passado à noite tivemos uma festa Junina onde a Família e os amigos fizeram meu "bóta fora".Carlinhos meu genro cantou uma música de sua autoria cujo nome é "Um cavaleiro Solitario",que me deixou muito emocionado,no Domingo pela manhã debaixo de chuva parti do Mosteiro após uma agradável reunião de despedida promovida pela Renata,filhos e amigos que de mãos dadas rezaram uma "Ave Maria" pela minha proteção nesta cavalgada.
Sai ontem de Guará pela manhã montando Portinari que estava um pouco ancioso na saída,talvez pela chuva e ambiente diferente,cavalguei por duas horas  debaixo de chuva até chegar a Pedrinhas onde começa a subida da serra e o tempo melhorou.Infelizmente não tive paisagem devido à intensa névoa.A subida é muito íngreme em estrada de terra.O trajéto de ontem teve 31 km e foi percorrido sem intercorrências,parei 4 vezes na serra para que o cavalo descansasse e bebesse água.
Me hospedei na Pousada Santa Maria da Sérra e com um frio intenso de 4 graus dormi muito bem.Durante a Noite choveu mas por sorte hoje pela manhã a chuva parou e eu pude seguir viagem numa condição bem melhor.
Hoje montei o Discipulo e rumei para Campos do Jordão onde encontrei o Guia Orlando que me acompanhou pela trilha de mata que sai do Horto Florestal e vai até a Fonte da agua minalba,são 7 km dentro da mata e dpois peguei a estrada de terra em direção ao Vale do baú,Paisagens lindas apesar de não conseguir ver as Pedras do Bau,Bausinho e Ana Chata por estarem encobertas.
Na trilha hoje passei um susto,Discípulo escorregou e caiu com as duas patas trazeiras em um buraco de aproximadamente um métro,saiu sozinho e tudo correu bem.Hoje andei 49 km
Estou agora na Pousada do Robertinho que é ótima para mim e para os cavalos.




Por Luis Augusto Sinisgalli
publicado em 21 de Junho de 2013

Saí do Vale do Baú pela manhã do dia 05, montando Portinari que já estava totalmente ambientado e muito menos ansioso, mas com muita vontade de andar. Subi a Serra ao lado da Pedra do Baú num belo dia de sol, mas com as montanhas ainda encobertas; fui em direção àsimpática Sapucaí Mirim, atravessei o asfalto e peguei uma pequena estrada de terra que liga Sapucaí Mirim a São Bento. De lá rumei para o bairro Serrano que fica bem no inicio da subida para Gonçalves. Ali parei para um lanche e repouso do cavalo antes de enfrentar a subida mais íngreme da viagem. Faltavam 16 km para Gonçalves, segui a passo respeitando o limite do cavalo e fazendo muitas paradas para a recuperação. Venci a subida e vislumbrei uma vista impagável do outro lado da serra; via-se Gonçalves e toda a região maravilhosa. Ali estendi minha rede em duas árvores, tomei meu lanche e deixei o cavalo se recuperar totalmente por 40 minutos. Cheguei a pegar no sono e fui acordado por um simpático cachorro que vinha acompanhado por um enorme touro charolez (felizmente manso); depois do susto arrumei o cavalo e parti para Gonçalves. Pernoitei na Pousada Vida Verde, mas como não tinha jantar fui à única Pizzaria da Cidade. A surpresa é que o dono e pizzaiolo faz algumas pizzas e vai pessoalmente entregá-las nos sítios e nós (Mauricio e eu) ficamos aguardando ele voltar para fazer a nossa pizza (coisa dos Mineiros); mas valeu a pena, a fome era grande e a pizza boa.

Dia 06 parti para São Francisco Xavier montando no Discípulo com previsão de parada para pernoitar no meio do caminho, e ai pude deslumbrar todas as belezas da Serra incluindo matas primarias e secundarias com a fauna e flora locais; muito lindo.
Vi pessoalmente um veado, diversos jacus, tatus, maritacas, um tucano e muitos outros pássaros.
NESTE DIA PERNOITEI NA Pousada Aiyras do HP (Aiyras significa filhas em Tupi Guarani) e como os cavaleiros sempre se encontram encontrei um grupo de 18 amigos que vinham de Bragança Paulista em direção a Aparecida fazendo exatamente o contrario do meu trajeto; pudemos então trocar informações e isto foi muito bom.

Dia 07 pela manhã rumei para São Francisco Xavier montando Portinari e lá encerrei a cavalgada.
Foi exatamente o que programei, um momento de oração, contemplação a Deus e a Natureza.
Reflexão sobre a minha vida passada, presente e futura, além de um estreitamento da relação cavalo-cavaleiro em sua plenitude, montando e cuidando de meus cavalos.
Tudo isto será relatado em detalhes no livro que está sendo escrito por Cacilda Amaral Melo (autora) com meu auxilio (co-autor) e quando de sua edição também será lançado um CD com as gravações de todo o relato da viagem e minhas reflexões sobre o Cavalo, a Serra da Mantiqueira e a Alegria de viver tudo isso.

Abraços

Luis Augusto Sinisgalli



FOTOS CAVALGADA SOLITÁRIA ( clique nas fotos para ampliar )


HOTEL 7 LAGOS - GUARATINGUETÁ


FAZENDA LAVRINHAS


FAZENDA LAVRINHAS


POUSADA SANTA MARIA DA SERRA


MONTADO NO DISCIPULO - 2º DIA DE VIAGEM


PARTINDO EM DIREÇÃO À CAMPOS DO JORDÃO


VISTA DO CAMPOS DO JORDÃO


VISTA DO CAMPOS DO JORDÃO


CHEGANDO EM CAMPOS DO JORDÃO


CHEGANDO EM CAMPOS DO JORDÃO


CHEGANDO EM CAMPOS DO JORDÃO


CHEGADA NA POUSADA SANTA MARIA DA SERRA


SAPUCAÍ-MIRIM


SAPUCAÍ-MIRIM


SAPUCAÍ-MIRIM



VISTA A POUSADA EM SAPUCAÍ-MIRIM


POUSADA AIYRAS DO HP


POUSADA AIYRAS DO HP


CAVALOS PREPARADOS PARA O 4º DIA DE VIAGEM

ARAUCARIAS


VISTA DA TRILHA - GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


CACHOEIRA DO SIMÃO EM GONÇALVES


HOTEL VIDA VERDE - GONÇALVES


HOTEL VIDA VERDE - GONÇALVES


HOTEL VIDA VERDE - GONÇALVES


VISTA DA TRILHA - 3º DIA DE VIAGEM

PEDRA DO BAÚ

PEDRA DO BAÚ


POUSADA DO ROBERTINHO


POUSADA DO ROBERTINHO


POUSADA DO ROBERTINHO



POUSADA DO ROBERTINHO



CAMPOS DO JORDÃO



CAMPOS DO JORDÃO


CAMPOS DO JORDÃO



ANOITECER DO 4º DIA DE VIAGEM



CHEGADA NO 4º DIA DE VIAGEM


CHEGADA NO 4º DIA DE VIAGEM


CHEGADA NO 4º DIA DE VIAGEM


CHEGADA NO 4º DIA DE VIAGEM


VISTA DA FONTE MINALBA - CAMPOS DO JORDÃO


HORTO FLORESTAL - CAMPOS DO JORDÃO


HORTO FLORESTAL - CAMPOS DO JORDÃO


DIA DA PARTIDA COM O PORTINARI


CACHOEIRA EM SAPUCAÍ-MIRIM


CACHOEIRA EM SAPUCAÍ-MIRIM


CHEGADA EM SAPUCAÍ-MIRIM


VISTA DE SAPUCAÍ-MIRIM



AO FUNDO PEDRA DO BAÚ, BAUZINHO E ANA CHATA



AO FUNDO PEDRA DO BAÚ, BAUZINHO E ANA CHATA


NÉVOA NO VALE


NÉVOA NO VALE


CHEGADA À GONÇALVES


CHEGADA À GONÇALVES



ÁGUA CORRENTE NA SUBIDA DO SERRANO


ÁGUA CORRENTE NA SUBIDA DO SERRANO


PARADA OBRIGATÓRIA PARA RECUPERAÇÃO


PARADA OBRIGATÓRIA PARA RECUPERAÇÃO


PORTINARI CONTEMPLANDO A SERRA


PORTINARI CONTEMPLANDO A SERRA


ÍNCRIME SUBIDA NA REGIÃO DO SERRANO


ÍNCRIME SUBIDA NA REGIÃO DO SERRANO


ÍNCRIME SUBIDA NA REGIÃO DO SERRANO


PORTINARI APÓS A DIFICIL SUBIDA PARA GONÇALVES


VISTA DA REGIÃO DE GONÇALVES


VISTA DA REGIÃO DE GONÇALVES


VISTA DA REGIÃO DE GONÇALVES


PARADA PARA REPOUSO PRÓXIMO A GONÇALVES


PARADA PARA REPOUSO PRÓXIMO A GONÇALVES


PARADA PARA REPOUSO PRÓXIMO A GONÇALVES


SAIDA COM DESTINO A CAMPOS DO JORDÃO

CASA TÍPICA DA REGIÃO

CASA TÍPICA DA REGIÃO


DISCIPULO MOSTRANDO A DOCILIDADE DO CAVALO CAMPOLINA



DISCIPULO MOSTRANDO A DOCILIDADE DO CAVALO CAMPOLINA


DISCIPULO MOSTRANDO A DOCILIDADE DO CAVALO CAMPOLINA
 

PARADA PARA O LANCHE

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